Sunday, April 09, 2006

black history month

meia entrada extendida à todas as categorias.

angustia. a dor que vem de dentro da garganta. incomensurável e imcompreensível. os gritos do mundo enchem ouvidos
e esvaziam cabeças. não é necessário que se aceite nada. azeite só se pode comer com massas, e as massas são burras.
burras e ignorantes. a voz que vem da dor de dentro da garganta cala, e sela o destino mas mãos que não fazem nada.

"remember, remember,
the fifth of november,
the gunpowder treason and plot.
i know of no reason
why the gunpowder treason
should ever be forgot."

não importa a distância. nunca é perto demais.

Monday, February 20, 2006

you´re a woman, im a machine

o horário de verão é uma medida adotada para se reduzir o consumo de energia.

precisão. a dor que me doi é exata. precisa e exatamente construida sobre as sombras da minha alma que não existe.
a existência por outro lado não é exata. morde, rabisca, chora e confunde.

insiste.
resiste.
persiste.

alma tem cheiro de hipoglós. it takes a fool to understand all this nonsense. indeed. sou um tolo. sentido não importa, apenas o sentir.

ligações feitas no período dessa conta eventualmente não faturadas poderão ser lançadas em contas futuras.

Thursday, January 05, 2006

a little less conversation

portaria residencial à direita.

cinco minutos: café morno, cerveja quente e conhecidos perdidos.

dez minutos: fotos sem cor, livros sem gosto, meninas felizes de saias esvoaçantes e cabos de guarda chuva. não guarde a chuva menina, guarde as saias. existem histórias que são melhor não contadas.

dor, desespero e gravidade são medidas de tempo. tempo não é medida de coisa alguma.

its all your imagination.
you are blue, and im a dragon.

Sunday, December 25, 2005

subterranean homesick alien

nem tudo que se quer é secreto. segredo não pode, não deve nem se quer querer. esconde. reconde. meu peito é armazém de segredos que não devo.

o poema começa assim:

[des]construir é criar
falar de amor não é nada
beijar de vermelho mata
muito branco e muito preto

é sempre muito confuso e cheio de curvas.

não é preciso que se entenda. poemas não são precisos. não se entende o poema, só se entende o poeta, e eu não sou poeta. sou sujo, escuro, frio e cheio de segredos que me sangram a pele. sou poema.

but i saw her face, now i´m a believer, couldn’t leave her if I try.

Saturday, December 17, 2005

mezzanine

10mg, quatro vezes ao dia. se persistirem os sintomas, consulte um curandeiro

rítmo é tudo. é só o que resta é só o que importa. é muito escuro dentro das veias, e elas correm no rítmo da música. não correm, mas correm dentro delas. as entranhas não são nada românticas.

an apple a day keeps the doctor away

Monday, November 21, 2005

pattern recognition

derreter chocolate no microondas é um processo que substitui o uso de duas panelas, quando isso é feito em banho maria.


[des]caminhos para todos os lados. não adianta olhar pra trás. lagrimas são sempre transparentes, sangue é sempre vermelho e os tons são sempre pasteis. é de bom hábito não fumar, e de mau hábito não escovar os dentes. you´re not free to decide my dear, thats just the way que as coisas são. a dor que doi, o frio que esfria, o calor que queima, a fome que mata, a pressa que corre e a pele que sente.

500 receistas maravilhosas para você preparar em poucos minutos.

Friday, November 11, 2005

i'm your villain

faz sol, com fortes pancadas de chuva pela tarde e tempo nublado ao cair da noite.

compre. atlético perde para o flamengo e permanece na linha de rebaixamento. crianças morrem em atentado terrorista. o mudo da moda está em polvorosa com o novo lançamento de pierre jean paul. epa, o seu supervizinho. você precisa de uma mesa nova, de um sapato novo, de um poney novo, de uma enceradeira nova, de uma torradeira que também prepara brócolis, de uma batedeira que frita bolinhos, de um telefone com toques polifônicos. você nem sabe o que é polifônico, só sabe que precisa urgentemente de alguma coisa polifônica. suas coisas já não servem mais pra nada. estão ultrapassadas, você é de mo dê.

é claro que eu vou, adoro chiclete. a mulherada vai estar toda lá, e vão todas querer dar pra mim dessa vez. tem que ser caro senão enche de pobre, e pobre é feio.

compre. somos todos insetos de problemas mil, e vivemos ao redor de uma grande fogueira de necessidades inúteis e falsos afetos. vendemos pedaços de nossas almas em grandes liquidações, e júpiter quer sempre comprar.

kill me now. shoot me right trough my eyes, i dont wanna see anymore.

compre. aproveite por que amanhã posso não estar mais à venda.

Saturday, October 29, 2005

go on, take everything, take everything, i want you to

evolução: (...)1. crescimento; 2. mudança em direção à um determinado fim; 3. modificação positiva.

fácil. tudo é sempre muito fácil. fácil nunca tem muita graça. graça tem sempre muita importância. isso é plágio daquilo outro. muita música, muito suor, muito corpo e muita dança. o corpo luta enquanto a mente descansa. im sick and tired of being sick and tired, and yet i keep vivendo como se nada importasse. alguém me ligou no automático. fiz ontem ainda oitenta e oito anos.

-wie heist du?
-ich heisse joão no one.

Tuesday, October 25, 2005

why do you get all the love in the world?

dormente. e mente muito.

falando em mentiras, são falsos os hai kais abaixo.

fuga
um momento certo
um amor que da pavor
vou chegar mais perto

morte
um homem azul
um rosto no corpo morto
(o que diabos rima com azul?)

livro
uma folha aberta
assassinato no segundo ato
acaba minha festa

is this it

vazio. vazio e branco. será que todo branco é vazio? o meu branco é escuro e assustador. tem um cheiro morto de coisa alguma, e da vontade de fazer alguma coisa.

sobe pela garganta, medo de morrer afogado. um medo de não fazer o bastante. as vezes digo que morro afogado no meu próprio tédio. não é. o problema não é fazer de menos, é andar demais. [de]mais. é ao contrário. é comprar, comer, cheirar, transar, suar, falar, andar. andar. não ando mais. sim. vou esperar e olhar calmamente para a luz que se aproxima, mesmo sabendo ser o que é. é farol de caminhão desgovernado. é. sem governo e sem direção. passará por cima de todas as pessoas de todas as cidades. pequenas ou grandes, adultas ou jovens. o cogumelo de fogo vai riscar no céu enfumaçado uma mancha em forma de não. não. vamos sentir o gosto de óleo diesel. e então.

branco. branco e vazio. será que todo vazio é branco? o meu vazio é claro e conforável. tem cheiro bom de coisas secretas, e não da vontade de fazer coisa nenhuma.

Thursday, October 20, 2005

imagens

pra quem não sabe ler, ou gosta de ver só as figuras.



...

por motivos puramente estéticos, resolvi transferir meu blog de seu antigo endereço para esse novo. certamente vou modificar algumas coisas, e pretendo aos poucos trazer algumas postágens do antigo pra esse de cá.


favor, não alimentar o ego inflado do autor desse blog. ele não é domesticado e pode possuir doenças contagiosas.


be my guest to do anything else.